quarta-feira, 21 de março de 2018

O meu Voki Joana


 Joana


Aqui irei partilhar todas as minhas ideias acerca de vários assuntos. 

Uma perspetiva acerca das TIC e a sua ligação com a Educação


A partir da entrevista feita á Doutora Lúcia Amante, através do Webinar numa “EscolaConetada” podemos afirmar que as tecnologias são cada vez mais importantes no paradigma educacional. Se virmos a antevisão feita em 2000 sobre o que seria uma sala de aula podemos ver que já tinham como objetivo introduzir o conhecimento para o cérebro dos estudantes através de dispositivos, o que se espera é que a tecnologia seja um vinculo para absorver tudo o que está nos livros, contudo a tecnologia é muito mais do que isso e é por isso que é preciso ver a tecnologia de outro modo.
As tecnologias têm vindo a mudar a nossa forma de pensar até mesmo a forma como aprendemos, através das tecnologias o modo como socializamos uns com outros mudou bastante, isto levou também a que se alterasse os processos de construção da nossa identidade.
É importante perceber o que é que mudou com as tecnologias podemos referir por exemplo, na área da saúde as alterações foram imensas podemos ver como é que era uma sala de operações do antigamente e se virmos uma atual as diferenças são notórias, podemos referir também as diferenças ao nível da escola uma vez que para nós no nosso curso até valorizamos mais se virmos uma sala de aula do antigamente e se virmos uma atual, existem muito mais materiais didáticos como os quadros interativos já temos também retroprojetores e antigamente eram os quadros de giz e para ser projetado algo tinha que ser através de um projetor com folhas de acetato, mas se falarmos relativamente á estrutura essa mantém-se. Com o aparecimento das tecnologias vimos um entusiamo ao nível da aprendizagem, que acabou por se revelar numa desilusão por não serem vistas diferenças efetivas.
Se virmos como é que nas escolas as tecnologias são utilizadas podemos verificar que são mais utilizadas nos laboratórios de informática, são vistas mais como um “apêndice” da sala de aula porque elas não fazem efetivamente parte desse contexto de sala de aula, podemos ver que a escola utiliza as tecnologias para autonomizar as velhas práticas de ensino no processo de ensinar e aprender, fazendo o mesmo que já fazia, mas utilizando ferramentas diferentes das que utilizava.
            A escola não tem de aceitar cegamente a inovação tecnológica, mas tem que fazer uma ponte entre o que já existe e entre a cultura digital, a tecnologia não deve ser usada apenas por ser algo que é moderno, é necessário que a tecnologia seja utilizada de outro modo.
            Os ambientes que são cognitivamente enriquecidos proporcionam então mais estímulos que são importantes para o desenvolvimento. O processo de aprendizagem é dinâmico e depende de fatores quer sejam internos, ou seja, biológicos e psicológicos onde há um processo ativo como a memória e a atenção que têm um papel importante e fatores externos, isto é, contextuais e condicionantes que tem a ver com o ambiente onde se processa a aprendizagem.
O processo de aprendizagem contribui para a reorganização cerebral e estimula a estruturação de conecções e as tecnologias digitais são ferramentas cognitivas que importa potencializar para obter o melhor desenvolvimento possível. Os links constituem as sinapses que permitem estabelecer relações relacionais numa lógica que não segue o principio, meio e o fim. Assim sendo as ferramentas digitais podem funcionar como bons amplificadores cognitivos, podem então enriquecer os ambientes de aprendizagem e por isso é importante que esses mesmos ambientes, nomeadamente a escola é importante que explorem as suas potencialidades.
A razão pela qual se faz a ligação entre a escola e a tecnologia é porque a escola deve de estar ligada ao conhecimento e cultura do seu tempo, a escola não se pode destituir do seu papel orientador sendo que as tecnologias digitais são forma de redigir o mundo, são ferramentas cognitivas como já referi anteriormente, são também ferramentas sociais e culturais, sendo por isso importante que a escola se interligue também com estas tecnologias uma vez que estas também fazem parte desse contexto cultural a que a escola pertence e é obvio que a escola tem que estar conectada. Por fim, a escola tem que promover a inclusão digital pois é importante que combata as desigualdades de acesso e promover igualdade de resultados, ou seja, devem ser dadas fermentas para que estas desigualdades sejam combatidas, há que promover uma literacia tecnológica nesse sentido. A tecnologia não é pedagogia porque usar só as tecnologias não é suficiente é necessário utilizar não só esta tecnologia, mas também utilizar estratégias que tornem essa tecnologia adequada ao processo educacional e de aprendizagem.É necessário haverem mudanças quer sejam estruturas quer sejam conceptuais, como ao nível do currículo que será importante deixar de ser feito em papel para ser feito em formato digital, isto é muito útil porque é mais rápido enviar por email do que ter que se deslocar ao local físico, assim como, quando nas universidades existem feiras de trabalho é muito mais prático utilizar o cartão de estudante já com o currículo digital incorporado, uma vez que só se tem de passar o cartão para as empresas adquirirem o nosso currículo. É ainda importante ver a escola como um meio gerador e não apenas como consumidora e transmissora de conhecimento. Existem para além da leitura e da escrita muitas outras literacias a desenvolver. Temos ainda que perceber como é que podem os media digitais podem ser integrados nas atividades curriculares, de forma a proporcionar novas formas de aprender, para isso é importante ter ferramentas cognitivas, isto é, o suporte do pensamento e a ferramenta social e cultural, ou seja, mediador e facilitador da interação.
Concluindo, após a observação da entrevista da Dr.ª Lúcia posso dizer que acho fulcral que haja uma interligação entre as tecnologias e as dinâmicas de aprendizagem que já existem, pois por si só as tecnologias não potenciam o conhecimento que é necessário há que haver um contributo de ambas as partes. Podemos ver as tecnologias como um meio facilitador de partilha de conhecimento.


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