terça-feira, 29 de maio de 2018

O filme "Rede Social"

Reflexão crítica sobre o filme "Rede Social" e as Redes Sociais Digitais


Fazer uma ligação entre o filme e as redes sociais digitais é importante uma vez que estão inteiramente ligados, as redes sociais digitais formaram-se por assim dizer porque as pessoas ou uma pessoa tem interesses, gostos, hobbies etc., acabam por se encontrar com outras pessoas que partilham dos mesmos interesses que elas, acabam de alguma forma por criar uma interação, de uma pessoa passam para mais e como hoje em dia é extremamente complicado encontrarmo-nos com as pessoas que mais gostamos e que partilham dos mesmos gostos que nós a utilização das redes sociais é o que nos “salva”, uma vez que são criadas comunidades onde se encontram essas mesmas pessoas para partilharem as suas experiências, gostos, profissões, etc., daí a denominação de “redes sociais digitais”. É importante haver uma rede em que nos podemos juntar com os nossos amigos ou até mesmo conhecer pessoas novas e partilhar o que mais gostamos, daí a ligação com o filme o Mark o protagonista do filme, decidiu criar o Facebook nesse sentido, de criar uma rede onde as pessoas podiam conhecer pessoas novas, que lhes chamasse á atenção, assim como, encontrar pessoas que já não se viam á imenso tempo e começar a falar de novo e partilhar todas as suas experiências, os seus hobbies, poder criar uma relação mais séria com outra pessoa, atualmente já é super natural termos um amigo/a que nos diz que tem namorado/a e que se conheceram no Facebook, uns correm melhor e outros pior, mas significa que houve uma partilha de informações que foi o principal objetivo de Mark ao criar o Facebook.
Um outro ponto importante a referir é o facto de Mark antes de ter criado o Facebook, ter escrito numa outra plataforma coisas sobre a ex-namorada e o facto de a ter ofendido em público, sim porque quando o fez nem se lembrou disso que estava para o público e segundos depois já toda a gente da faculdade sabia do que se tinha passado e qual a opinião dele em relação á rapariga. Isto aconteceu numa outra plataforma, mas com o Facebook ou outra rede social pode acontecer o mesmo, isto é, ao aceitarmos o pedido de amizade de outra pessoa e ao começarmos a criar uma relação com a mesma, começamos a partilhar coisas como texto, imagens, vídeos tudo isto pode ir parar a qualquer sítio público, acaba por haver um roubo de identidade, uma vez que qualquer pessoa pode ter acesso às nossas coisas pessoais.
O Facebook distingue-se de outras plataformas uma vez que ao procurarmos o perfil de uma pessoa podemos ter logo acesso ao seu nome, onde vive, se tem alguma relação, se tem alguma crença, os seus gostos, e permite ainda que o que seja partilhado por uma pessoa seja visualizado apenas pela sua lista de “amigos”, o que não impede que outras pessoas não tenham acesso ás coisas dessa mesma pessoa, porque uma vez visto por um “amigo” esse mesmo amigo pode partilhar com outros aquilo a que teve acesso.
Da mesma maneira que partilho informações com outras pessoas, tenho também acesso ao que estas partilham posso aprender muito com as partilhas que outros fazem e contribui de alguma forma para o meu desenvolvimento pessoal, até porque muitas vezes são partilhadas experiências marcantes que as pessoas já têm tido.
Ao nível da educação torna-se importante pois através do “Messenger” podemos partilhar trabalhos com outros colegas da turma, do curso ou até mesmo algum amigo/a que esteja a tirar o meu curso, mas noutro país e pode precisar da mesma matéria. Mesmo os professores podem estar inseridos num grupo com os seus alunos e partilharem vários materiais quer seja para o estudo como para as aulas.
Segundo os autores Bugeja (2006) e Ziegler (2007),
“o Facebook oferece a oportunidade de voltar a envolver os alunos com sua formação universitária, promovendo um pensamento crítico sobre a aprendizagem que tem lugar na universidade. Neste sentido o facebook poderá contribuir para motivar e envolver os estudantes tornando-os mais críticos e menos passivos o que constitui um objectivo importante do ensino superior”.
O que vem esclarecer que o Facebook apesar de não estar inteiramente ligado ao processo educativo, permite criar um pensamento mais critico levando a que haja uma maturidade ao longo do ensino superior.

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